Sabe aquele colaborador que grava um story despretensioso mostrando o bastidor de um projeto, e, sem querer, entrega mais conexão do que três campanhas impulsionadas?
Pois é. Ele não é exceção. É tendência.
O nome disso é Employee Generated Content — ou, no bom português, conteúdo gerado por colaboradores. Uma estratégia que transforma quem já veste a camisa da sua empresa em embaixador ativo da marca. E o melhor: com verdade, com repertório e com uma autenticidade que nenhuma campanha roteirizada consegue replicar.
Se você ainda não começou esse movimento na sua empresa, é hora de rever suas prioridades de comunicação.
Porque o influenciador que vende — e que representa a sua marca com coerência — se faz em casa.
Quando as marcas falam, o público escuta.
Mas quando o colaborador fala, o público acredita.
Vamos ser sinceros: a confiança nas marcas caiu. E isso não é achismo — é dado.
De acordo com a Edelman Trust Barometer, 81% das pessoas hoje consideram a confiança um fator determinante na hora de consumir. E essa confiança não se constrói com discursos prontos ou com campanhas superproduzidas. Ela nasce do cotidiano, do bastidor, do que acontece quando a câmera não está ligada (mas alguém decide mostrar mesmo assim).
É aí que entra o EGC.
Quando um colaborador posta sobre como foi a experiência num treinamento interno, ou mostra o dia a dia da equipe com bom humor e leveza, ele humaniza a marca de um jeito que nenhum post institucional conseguiria.
E isso vale pra qualquer segmento.
Aqui na newsletter já mostramos os cases da Cimed, LuizaLabs (do Magalu), Natura e Ambev, exemplos concretos de times engajados, histórias reais circulando nas redes e marcas que falam com as pessoas..
É conteúdo. É branding. É cultura.
E tudo isso sem gastar uma fortuna.
Enquanto muitas empresas ainda veem o marketing de influência como uma linha cara no orçamento, o EGC surge como uma solução eficiente — e muito mais acessível.
Segundo o relatório “State of Influencer Marketing 2024”, grande parte das marcas americanas investe entre 50 e 500 mil dólares por ano em criadores externos. Mas quando você aposta nos talentos que já estão dentro de casa, esse valor cai drasticamente.
Mais do que uma economia financeira, há uma economia de energia criativa. Afinal, ninguém precisa ser treinado para entender os valores da marca quando já vive isso todos os dias.
É o caso da Starbucks, que já usa sua força de trabalho global para alimentar os canais da marca. O conteúdo é simples, direto e relevante — porque nasce da vivência real dos colaboradores.
A mesma lógica vale para negócios menores. Já vi empresas de cinco pessoas transformarem o WhatsApp da equipe num celeiro de conteúdo orgânico, com postagens semanais mostrando aprendizados, erros e acertos de forma honesta.
Quando a comunicação parte da realidade, ela tem mais chances de tocar quem está do outro lado da tela.
Gente atrai gente.
E o EGC também atrai talentos.
Se antes os candidatos mandavam currículos às cegas, hoje eles pesquisam tudo. Vão no Instagram da empresa, assistem aos Reels, veem se o LinkedIn dos funcionários tem brilho no olho — tudo antes mesmo da entrevista.
Segundo um estudo da CareerArc, 58% das pessoas que estão buscando emprego, especialmente Geração Z e Millennials, afirmam que as redes sociais da empresa são um fator decisivo para aceitar (ou não) uma proposta.
Ou seja: a forma como você mostra seu time pode influenciar diretamente na qualidade do talento que você atrai.
Empresas que utilizam e valorizam os conteúdos gerados por colaboradores não “glamourizam” o ambiente. Mostram, com verdade, como é estar ali. E isso é um diferencial na hora de competir por bons profissionais.
No fim das contas, todo mundo quer trabalhar em lugares onde parece haver gente boa, clima leve e propósito. E o EGC, quando bem trabalhado, faz isso transparecer.
A reputação da sua marca se constrói nas entrelinhas
Não é só sobre engajar. É sobre reputação de marca.
Empresas que sabem trabalhar o conteúdo gerado internamente conseguem reverter até as percepções mais negativas.
Um exemplo forte disso é a United Airlines. Depois de enfrentar crises públicas nas redes sociais, a companhia investiu em mostrar o lado humano da sua operação. Um dos vídeos mais marcantes foi o de mãe e filho que trabalharam juntos como comissários de bordo. O conteúdo viralizou, com mais de 1,5 milhão de visualizações, e ajudou a marca a reconstruir sua imagem diante do público.
@united someone pass us the tissues 💙🤧 #Pilot #FlightAttendant #Family #Heartwarming #UnitedAirlines #Plane #fyp
♬ original sound – United Airlines
Quando o conteúdo vem de dentro, ele não parece forçado. E essa autenticidade é um ativo intangível que nenhuma verba de mídia compra.
Mas não basta dar liberdade. É preciso dar segurança.
Se você quer que seus colaboradores se tornem influenciadores da marca, o primeiro passo não é abrir o celular. É abrir espaço.
Ambiente seguro vem antes de câmera ligada.
Muita gente boa tem vontade de compartilhar sua rotina, mas tem medo de errar, de ser julgada, de se comprometer com algo que a empresa depois não apoie.
Por isso, o EGC só funciona quando a cultura da empresa apoia, orienta e valoriza a participação do time na comunicação.
Ou seja, antes de pensar em formato de vídeo, pense no tipo de cultura que você está construindo. O colaborador não precisa de roteiro — ele precisa de clareza, apoio e liberdade para criar.
Influenciador que vende se faz em casa
A pergunta não é mais “será que o EGC funciona?” mas sim: o que está impedindo a sua empresa de começar?
Não se trata de transformar todo mundo num “TikToker corporativo”. Se trata de reconhecer que pessoas confiam em pessoas — e que os melhores rostos para representar sua marca podem estar no escritório ao lado.
E a boa notícia é que isso pode começar hoje, do jeito que você já tem: com um time real, histórias reais e vontade de fazer diferente.
Se você quer entender como colocar isso em prática, construir uma cultura de protagonismo e transformar seu time em ativo estratégico de comunicação, te convido para conhecer minha palestra: Influenciador que vende se faz em casa
Um encontro direto, prático e provocador sobre como transformar sua marca de dentro pra fora — sem depender só do algoritmo.
Vamos juntos?
