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Do interno para o externo: como o Programa Vagalume da AMAGGI acende as primeiras luzes para o EGC

Imagem reprodução Youtube Amaggi

A comunicação de grandes empresas carrega um desafio peculiar: como manter proximidade e engajamento quando os colaboradores estão espalhados por diversas unidades, áreas e realidades?

No agro, esse desafio é ainda maior. A rotina de uma companhia que opera em diferentes frentes — do campo à logística, passando pela indústria e pelos escritórios — exige uma comunicação que faça sentido para públicos internos muito distintos.

A AMAGGI, uma das maiores empresas do setor no Brasil, percebeu isso e criou o Programa Vagalume: uma rede de colaboradores voluntários que atuam como influenciadores internos, iluminando os caminhos da comunicação organizacional.

E embora o Vagalume tenha nascido como uma iniciativa de comunicação interna, ele já traz elementos que apontam para algo maior: o EGC (Employee Generated Content) — o conteúdo gerado por colaboradores, que transforma equipes em narradores legítimos da cultura da marca.

O que é o Programa Vagalume

Este case foi publicado no blog do portal Dialog e nos conta que o Programa Vagalume foi criado com um propósito simples e poderoso: dar voz a quem vive a empresa no dia a dia.

Os “vagalumes” são colaboradores escolhidos em diferentes áreas e regiões para atuar como pontos de luz espalhados pela companhia. Eles recebem informações em primeira mão, compartilham novidades com suas equipes, levam feedbacks à comunicação e ajudam a aproximar setores que, de outra forma, dificilmente se conectariam.

Mais do que canais de informação, os vagalumes se tornam embaixadores da cultura AMAGGI, multiplicadores que reforçam a importância da escuta e da transparência dentro da organização.

Como funciona na prática

A matéria explica que o programa seleciona colaboradores de diferentes áreas — sejam eles do campo, da fábrica, da logística ou do escritório — e oferece treinamentos voltados para comunicação e relacionamento.

Esses encontros permitem que eles se desenvolvam como comunicadores, ganhem confiança e atuem como interlocutores legítimos entre a empresa e as equipes.

O Vagalume, assim, não é apenas uma iniciativa de repasse de informações. Ele cria uma rede de confiança que conecta realidades muito diversas dentro da empresa, mostrando que cada colaborador pode — e deve — ser parte ativa da comunicação.

Primeiros sinais de EGC

Embora o programa tenha foco interno, já é possível identificar movimentos que lembram o EGC.

No Instagram e LinkedIn da AMAGGI por exemplo, colaboradores aparecem em vídeos dando dicas para quem está procurando colocação no mercado de trabalho e também para quem deseja participar do programa de trainee, conteúdos contando experiências pessoais ou participando de campanhas institucionais.

É verdade: esses conteúdos seguem uma linha mais formal de employer branding. Mas o mais importante é que eles já trazem a voz e o rosto de quem faz a marca acontecer todos os dias.

Um passo importante para que, quem sabe no futuro, os colaboradores possam participar ainda mais, seja em frente às câmeras ou trazendo ideias para os conteúdos das redes, no verdadeiro espírito do EGC.

Impactos até agora

Mesmo como iniciativa de comunicação interna, o Vagalume já mostra resultados claros, como mostra a matéria da Dialog:

  • Engajamento interno: os colaboradores se sentem mais próximos da empresa, entendendo que têm espaço para participar das narrativas.
  • Sentimento de pertencimento: ver colegas ganhando voz inspira outros a se engajar.
  • Visibilidade para diferentes áreas: setores que ficavam invisíveis agora têm espaço para mostrar sua relevância.
  • Atração de talentos: conteúdos em carreiras mostram a vida real da empresa, inspirando novos profissionais.

Tudo isso gera um efeito cultural poderoso: o time percebe que a comunicação não é feita apenas pelo marketing, mas por todos que fazem parte da organização.

O que outras empresas podem aprender

O exemplo da AMAGGI traz um aprendizado importante: o EGC não precisa nascer pronto.

Ele pode começar pequeno, na comunicação interna, como forma de testar formatos, treinar colaboradores e construir confiança.

Ao abrir espaço para que diferentes vozes apareçam, a empresa planta as sementes de um movimento que, no futuro, pode se expandir para fora dos muros organizacionais — transformando colaboradores em narradores autênticos da marca.

De dentro para fora

O Vagalume mostra que o EGC pode começar dentro de casa. Antes de pedir que colaboradores criem conteúdos espontâneos para as redes sociais externas, é preciso cultivar uma cultura interna de comunicação transparente, participação e escuta.

Com esse terreno fértil, quando chegar o momento de ampliar para o público externo, a participação acontecerá de forma natural — sem forçar, sem pressionar, sem soar artificial.

O caminho da AMAGGI revela que EGC é muito mais sobre cultura do que sobre formato.

Um vídeo de um colaborador pode ser o início, mas o que realmente sustenta esse movimento é o ambiente criado para que as pessoas se sintam seguras e reconhecidas ao compartilhar suas histórias.

O Vagalume ainda não é um programa de EGC formal, mas já acende as primeiras luzes desse movimento. Ele prova que, quando a empresa dá voz aos colaboradores, o resultado vai além da comunicação: gera conexão, pertencimento e confiança.

Chegou a sua vez!

Se sua empresa ainda não abriu espaço para que o time participe da comunicação, talvez seja hora de dar o primeiro passo.

EGC não precisa começar com grandes campanhas. Pode começar dentro de casa, com pequenas iniciativas que mostrem que a voz de cada colaborador importa.

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