O Itaú Unibanco é uma das marcas mais lembradas e admiradas do país. Presente na vida de milhões de brasileiros, construiu uma imagem sólida baseada em confiança, solidez e inovação.
Mas, em tempos de comunicação cada vez mais humanizada, até as instituições mais tradicionais precisam encontrar novas formas de se conectar.
E, nesse movimento, o Itaú deu um passo importante ao criar o programa Itubers — uma iniciativa que fortalece a voz de quem faz o banco acontecer todos os dias.
Quando o conteúdo nasce de dentro
De acordo com informações divulgadas pelo próprio banco, o Itubers nasceu em 2021 como um programa de comunicação interna colaborativa. A ideia era clara: aproximar os mais de 90 mil colaboradores, fortalecer o senso de pertencimento e criar uma rede de pessoas dispostas a compartilhar o que acontece dentro da empresa.
A inspiração veio diretamente do universo digital. O nome Itubers é uma brincadeira com “YouTubers”, remetendo à produção de conteúdo feita por pessoas reais. A diferença é que, em vez de influenciadores externos, o Itaú escolheu olhar para dentro — para seus próprios talentos.
No ambiente interno da marca, esses colaboradores contam histórias do dia a dia, participam de vídeos, produzem entrevistas, fazem coberturas de eventos e ajudam a espalhar a cultura da empresa entre áreas e unidades.
Cultura que conecta
O programa se tornou um símbolo de cultura colaborativa e tem seu próprio perfil no Instagram com mais de 140 mil seguidores.
Lá é possível ver os colaboradores falando sobre produtos e serviços, ações internas, carreiras e até participando de momentos leves e descontraídos.






Cada Ituber é uma ponte viva entre as áreas, mostrando que comunicação interna não precisa ser um boletim corporativo — pode ser viva, espontânea e cheia de personalidade.

O Festival Itubers, evento anual promovido pelo banco, celebra essa produção de conteúdo e reconhece os colaboradores que se destacam. Durante o festival, são premiadas iniciativas internas de storytelling, vídeos criados pelos próprios funcionários e ações que inspiram engajamento e pertencimento.


Colaboradores em cena: quando a cultura ultrapassa os muros da empresa
O reflexo da Cultura Itubers também aparece no LinkedIn do Itaú, onde a marca tem feito movimentos sutis, mas significativos, rumo a uma comunicação mais humana. Nos últimos meses, é possível encontrar:
- Vídeos com colaboradores contando suas trajetórias dentro do Itaú, mostrando como cresceram na empresa e o que aprenderam ao longo da jornada;


- Campanhas especiais, como o Dia das Mães e ações sobre diversidade e inclusão, nas quais colaboradores aparecem como protagonistas, compartilhando histórias reais e depoimentos pessoais;
- Publicações de bastidores e celebrações internas, reforçando o clima de pertencimento e orgulho de ser parte do time.


Esses conteúdos ainda seguem um formato institucional, mas já dão o primeiro passo para o que pode evoluir em um verdadeiro movimento de EGC — aquele em que o colaborador deixa de apenas representar a marca e passa a narrar a história dela sob sua própria perspectiva.
O que o Itaú está construindo
Ainda que o programa Itubers esteja centrado na comunicação interna, o formato já carrega o DNA do EGC (Employee Generated Content) — conteúdo gerado por colaboradores. A diferença está apenas no alcance. Enquanto o EGC busca a projeção externa, o Itubers fortalece o senso de comunidade dentro da empresa.
Mas um ponto conecta os dois: a autenticidade. Ao dar voz aos colaboradores, o Itaú reforça que a melhor forma de comunicar valores é por meio de quem os pratica diariamente. Afinal, quem melhor para falar sobre cultura, propósito e impacto do que as próprias pessoas que constroem isso no dia a dia?
Muito além da frente das câmeras
O que o Itaú mostra é que EGC não é apenas colocar colaboradores na frente da câmera. É criar um ambiente onde eles se sintam convidados — e à vontade — para compartilhar experiências, ideias e histórias. E isso exige alguns pilares fundamentais:
- Segurança psicológica: ninguém é obrigado a aparecer, mas todos têm espaço para fazê-lo.
- Liberdade criativa: as pessoas podem escolher temas e formatos que façam sentido para sua realidade.
- Reconhecimento: o esforço de quem participa precisa ser valorizado.
O Itubers cumpre esse papel de porta de entrada. É o tipo de programa que cria terreno fértil para que, no futuro, o conteúdo gerado por colaboradores floresça de forma orgânica — de dentro para fora.
O que empreendedores e líderes podem aprender com o Itaú
O case do Itaú mostra que toda estratégia de EGC começa dentro da casa. Antes de pedir que colaboradores apareçam nas redes, é preciso construir uma cultura de confiança e pertencimento. Isso pode começar com pequenos passos:
- Criar canais internos para que o time compartilhe ideias e histórias;
- Incentivar que cada colaborador se torne uma voz legítima da marca;
- Valorizar publicamente quem contribui para a cultura de comunicação.
Quando a base é sólida, o próximo passo — levar essas vozes para fora — acontece naturalmente.
O Itaú entendeu que, antes de ter porta-vozes nas redes sociais, era preciso ter vozes dentro da empresa. E é exatamente isso que o EGC representa: a comunicação nascendo onde ela deveria nascer — no coração da marca.
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