Quando a gente fala de EGC – Employee Generated Content (Conteúdo Gerado pelos Colaboradores), muita empresa imagina um programa robusto, cheio de regras, playbooks e aprovações.
Mas a prática costuma mostrar outra coisa: os melhores sinais de EGC quase sempre começam antes da estratégia formal.
E a Pichau é um exemplo interessante disso.
Não como um “case clássico”, estruturado e documentado. Mas como uma empresa que já comunica com pessoas reais aparecendo — e isso muda tudo.
O CEO como ponto de partida da humanização
Quem acompanha as redes sociais do João Pichau percebe rapidamente um padrão: a marca não aparece só como produto, promoção ou anúncio.
Ela aparece como pessoas.





Colaboradores, bastidores, rotina, eventos, conversas internas. Isso cria uma narrativa poderosa, porque parte da liderança.
Quando o CEO mostra o time, ele não está só comunicando. Ele está legitimando.
É como se dissesse, sem precisar verbalizar: “vocês também são a Pichau” e essa validação também pode ser sentida nos perfis @junhopichau e @carecadapichau




A loja física como terreno fértil de EGC
O ponto que talvez passe despercebido é o Instagram da loja física da Pichau.
Ali, os colaboradores aparecem com naturalidade, atendendo clientes, mostrando produtos, vivendo o dia a dia da operação e ainda criando conteúdos mais leves e divertidos.



Esse tipo de conteúdo tem três características centrais do EGC:
- É humano
- É contextual
- É difícil de ser replicado por uma marca “engessada”
Não parece publicidade. Parece vida real.
E, no digital de hoje, isso vale muito.
O que esse exemplo ensina sobre EGC
A Pichau mostra algo importante: EGC não começa com campanha. Começa com cultura.
Antes de pedir que colaboradores criem conteúdo, a empresa já:
- dá espaço
- não esconde as pessoas
- não centraliza toda a comunicação no institucional
O conteúdo nasce porque o ambiente permite.
E esse talvez seja o maior aprendizado aqui.
Não é sobre obrigar colaboradores a postar. É sobre não impedir que eles apareçam.
Uma provocação final
Quantas empresas dizem que querem EGC, mas ainda tratam seus colaboradores como “risco de imagem”?
Talvez o problema não seja falta de estratégia. Talvez seja excesso de controle.
Porque quando a cultura é visível, o conteúdo vem junto.
Na palestra “Eles Aparecem, a Empresa Cresce! Influenciador que Vende se Faz em Casa”, eu aprofundo exatamente esse ponto: como transformar cultura interna em comunicação estratégica — sem forçar pessoas e sem tratar o EGC como campanha.
É sobre preparar o terreno antes de ligar a câmera.
