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EGC na prática: o que dá pra aprender observando a Pichau

Reprodução TikTok João Pichau

Quando a gente fala de EGCEmployee Generated Content (Conteúdo Gerado pelos Colaboradores), muita empresa imagina um programa robusto, cheio de regras, playbooks e aprovações.

Mas a prática costuma mostrar outra coisa: os melhores sinais de EGC quase sempre começam antes da estratégia formal.

E a Pichau é um exemplo interessante disso.

Não como um “case clássico”, estruturado e documentado. Mas como uma empresa que já comunica com pessoas reais aparecendo — e isso muda tudo.

O CEO como ponto de partida da humanização

Quem acompanha as redes sociais do João Pichau percebe rapidamente um padrão: a marca não aparece só como produto, promoção ou anúncio.

Ela aparece como pessoas.

Colaboradores, bastidores, rotina, eventos, conversas internas. Isso cria uma narrativa poderosa, porque parte da liderança.

Quando o CEO mostra o time, ele não está só comunicando. Ele está legitimando.

É como se dissesse, sem precisar verbalizar: “vocês também são a Pichau” e essa validação também pode ser sentida nos perfis @junhopichau e @carecadapichau

A loja física como terreno fértil de EGC

O ponto que talvez passe despercebido é o Instagram da loja física da Pichau.

Ali, os colaboradores aparecem com naturalidade, atendendo clientes, mostrando produtos, vivendo o dia a dia da operação e ainda criando conteúdos mais leves e divertidos.

Esse tipo de conteúdo tem três características centrais do EGC:

  1. É humano
  2. É contextual
  3. É difícil de ser replicado por uma marca “engessada”

Não parece publicidade. Parece vida real.

E, no digital de hoje, isso vale muito.

O que esse exemplo ensina sobre EGC

A Pichau mostra algo importante: EGC não começa com campanha. Começa com cultura.

Antes de pedir que colaboradores criem conteúdo, a empresa já:

  • dá espaço
  • não esconde as pessoas
  • não centraliza toda a comunicação no institucional

O conteúdo nasce porque o ambiente permite.

E esse talvez seja o maior aprendizado aqui.

Não é sobre obrigar colaboradores a postar. É sobre não impedir que eles apareçam.

Uma provocação final

Quantas empresas dizem que querem EGC, mas ainda tratam seus colaboradores como “risco de imagem”?

Talvez o problema não seja falta de estratégia. Talvez seja excesso de controle.

Porque quando a cultura é visível, o conteúdo vem junto.

Na palestra “Eles Aparecem, a Empresa Cresce! Influenciador que Vende se Faz em Casa”, eu aprofundo exatamente esse ponto: como transformar cultura interna em comunicação estratégica — sem forçar pessoas e sem tratar o EGC como campanha.

É sobre preparar o terreno antes de ligar a câmera.

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