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Baynfluencers: como a Bayer está transformando colaboradores em influenciadores da marca

Foto: Reprodução LinkedIn Ana Carolina Demetino

Autenticidade virou a palavra de ordem da comunicação digital. Os consumidores já não se satisfazem apenas com campanhas bem produzidas: querem ver quem está por trás das marcas, conhecer os bastidores e ouvir vozes reais. No ambiente corporativo, isso também se reflete na relação com colaboradores.

E é nesse contexto que surge um movimento cada vez mais forte, o EGC (Employee Generated Content) que transforma o próprio time em porta-voz da cultura da empresa.

A Bayer é um exemplo que merece destaque com o seu programa Baynfluencers — uma iniciativa que coloca colaboradores no centro da narrativa, tanto para públicos internos quanto externos.

O nascimento do Baynfluencers

Segundo matéria publicada no portal PEMCC em setembro de 2024, o programa começou como piloto em 2022, com apenas quatro colaboradores que já tinham experiência digital. A proposta inicial era simples: testar como seria a participação de pessoas da casa como influenciadores internos, criando conteúdos para redes sociais e canais da companhia.

A aposta deu certo. No ano seguinte, mais de 60 colaboradores se inscreveram, e nove foram selecionados para integrar a edição 2023 do programa. O escopo também se ampliou: os conteúdos passaram a ser produzidos para LinkedIn, Instagram, TikTok e até canais de comunicação interna.

A matéria traz o depoimento de Thiago Massari, líder de Comunicação Integrada da Bayer:

“Essa abordagem mais próxima e aberta permite que as experiências e os sentimentos dos colaboradores sejam refletidos de maneira genuína na comunicação, resultando em mensagens menos frias e pasteurizadas”

Como funciona na prática

O Baynfluencers não é um programa de celebridades improvisadas. O foco está em selecionar pessoas com afinidade real com redes sociais e interesse genuíno em compartilhar experiências.

Esses colaboradores recebem preparação, orientações de boas práticas digitais e acompanhamento da equipe de comunicação da Bayer.

Um exemplo citado na matéria é o da colaboradora Aline Rodrigues, que gravou dicas para aproveitar o Carnaval com segurança. O vídeo representou sozinho 50% de todos os cliques no boletim interno em que foi publicado.

Já a colabora e baynfluencer Ana Carolina Demetino ♿️ PCD destacou em um de seus posts no LinkedIn:

Conquistar espaço de fala, muita das vezes inacessível, é não apenas um objetivo, mas um propósito que venho realizando. Descobri, por fim, que minha suposta timidez não passava de um medo enraizado, fruto de ter sido calada em muitas ocasiões. Entender essa diferença foi libertador e me impulsionou a quebrar as barreiras que me limitavam. Trabalhar com o que amo deixou de ser apenas uma profissão, tornando-se uma paixão que me impulsiona diariamente.

Carol fala sobre diversidade, equidade e inclusão, destacando que a Bayer é mais que uma empresa, é “uma comunidade que impulsiona sonhos e celebra a diversidade”.

Matheus Nunes e Beatriz Torres também são colaboradores influencers da Bayer.

Beatriz traz conteúdos mais ligados a linha da Bayer e já apareceu até no perfil oficial da marca no Instagram:

E não é só a Beatriz que tá mostrando o rosto nos canais oficias da Bayer, confira:

Resultados já percebidos

Os primeiros resultados mostram o poder dessa estratégia:

  • Crescimento de mais de 33% nas impressões no LinkedIn da Bayer.
  • Maior engajamento em conteúdos internos, com vídeos de colaboradores superando campanhas tradicionais.
  • Aumento da percepção de credibilidade junto ao público externo. Afinal, como lembrou o professor da ESPM Eduardo Halpern (em matéria sobre EGC), ouvir uma “pessoa de carne e osso” gera muito mais confiança do que ouvir um influenciador pago.

Mas talvez o efeito mais importante tenha acontecido dentro de casa: os colaboradores passaram a se ver como protagonistas e não apenas como executores. O reconhecimento interno fortalece a cultura e estimula um sentimento de orgulho de pertencer.

Por que esse case importa para outras empresas

O Baynfluencers mostra que dar voz ao time não é apenas uma estratégia de marketing, mas também de gestão.

  • Para o público externo, os conteúdos têm mais verdade e geram confiança.
  • Para o público interno, representam reconhecimento e oportunidade de desenvolvimento.
  • Para a marca, reforçam tanto a reputação institucional quanto o employer branding.

E há um detalhe importante: se uma multinacional centenária como a Bayer consegue adotar essa abordagem sem perder consistência, qualquer empresa — grande ou pequena — pode fazer o mesmo, adaptando à sua realidade..

Muito além das métricas: cultura que se comunica

EGC não é sobre colocar colaboradores diante de uma câmera. É sobre construir um ambiente onde eles sintam que sua voz tem valor. Isso exige:

  • Segurança psicológica;
  • Liberdade criativa;
  • Reconhecimento constante.

Cuidados básicos para utilizar o EGC:

  • Voluntariedade: ninguém deve ser obrigado a aparecer. O espaço existe, mas a escolha é de cada um.
  • Preparação: é preciso treinar e dar suporte, para que os colaboradores se sintam seguros.
  • Linguagem: equilibrar o tom entre conteúdos internos e externos, mantendo a essência autêntica.
  • Medição de resultados: não se trata apenas de números de impressões, mas de engajamento real e fortalecimento de cultura

O Baynfluencers é um exemplo de como isso pode ser feito em grande escala, sem perder a autenticidade.

Porém, não é preciso ser uma marca global para começar a trabalhar o EGC. Algumas iniciativas simples podem abrir caminho:

  • Convidar colaboradores para contar histórias reais em datas comemorativas;
  • Estimular a produção de vídeos curtos mostrando bastidores;
  • Valorizar publicamente quem compartilha experiências;
  • Dar suporte com dicas de linguagem, segurança digital e storytelling.

Quando os colaboradores contam a história da empresa, o marketing deixa de ser uma vitrine e se torna reflexo da vida real.

Não perca tempo! Leve o EGC para o seu negócio também.

O case da Bayer mostra que, antes de contratar influenciadores externos, pode ser muito mais poderoso investir em quem já vive a marca todos os dias.

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