A CIMED é a terceira maior farmacêutica do Brasil. E, curiosamente, uma das mais populares no TikTok.
Essa combinação inusitada não é um acidente. É uma escolha estratégica — e um case que mostra, na prática, como o conteúdo feito por colaboradores pode transformar a comunicação de uma empresa.
Enquanto muitos ainda veem redes sociais como um lugar apenas para divulgar campanhas e produtos, a CIMED entendeu algo essencial: o jeito como você se comunica é parte do seu diferencial competitivo.
E ninguém comunica melhor uma cultura do que quem vive ela todos os dias.
Muito além do institucional: a marca que escolheu ser próxima
Se você entrar no perfil da CIMED em qualquer rede social, vai encontrar um feed bem diferente do que se espera de uma indústria farmacêutica.
Em vez de postagens engessadas, discursos técnicos ou vídeos institucionais, o que aparece são trends, bastidores, interações com o público e, principalmente, gente de verdade.
Pessoas do time aparecem nos vídeos, fazem dancinhas, gravam challenges, contam curiosidades, mostram os corredores da fábrica ou a rotina no escritório. Tudo isso sem perder o tom da marca — pelo contrário: fortalecendo o que a marca é.
A CIMED entendeu que presença digital não se resume a presença estética. É sobre presença humana.
E para isso, envolveu quem realmente sustenta a cultura da empresa: o time.
Quando o time vira mídia
A grande virada da CIMED está aqui: não colocar a responsabilidade da comunicação apenas no marketing ou na liderança, mas distribuir esse papel.
Ao apostar no conteúdo feito por colaboradores, a empresa ganhou três coisas de uma vez:
- Escala – A produção de conteúdo se multiplica, porque não depende de um único núcleo ou agenda.
- Autenticidade – O conteúdo ganha verdade, porque parte de experiências reais.
- Engajamento interno – As pessoas se sentem parte, não só espectadoras da comunicação.
Esse movimento também ajuda a criar identificação com o público. Afinal, o consumidor reconhece quando algo é roteirizado demais — e se conecta muito mais com a espontaneidade do dia a dia.
Na CIMED, é comum ver colaboradores participando de trends no TikTok, contando histórias em vídeos curtos, respondendo comentários com bom humor ou mostrando curiosidades da rotina da empresa.
Tudo isso com liberdade criativa, mas alinhado a uma cultura que valoriza a comunicação como ferramenta de aproximação.
Não é sobre aparecer, é sobre pertencer
Muita gente ainda acredita que conteúdo feito por colaboradores é só pra quem topa “dar a cara” nas redes. Mas o case da CIMED mostra o contrário.
Tem gente na frente da câmera, sim. Mas tem muita gente nos bastidores.
Quem dá ideias, roteiriza vídeos, grava, edita, compartilha nas redes ou comenta nas publicações também está fazendo parte da construção dessa presença digital.
O papel do líder, nesse caso, é criar um ambiente em que essas participações sejam bem-vindas e valorizadas.
Porque, no fim das contas, o que sustenta uma estratégia de conteúdo verdadeira é cultura, e não vaidade.
EGC como cultura — não como campanha
Employee Generated Content (ou conteúdo feito por colaboradores) não é uma campanha. É uma consequência de uma cultura interna bem construída.
Na CIMED, o conteúdo não nasce de uma pauta externa, mas de um ambiente que estimula o envolvimento, a liberdade criativa e o orgulho de pertencer. Isso faz com que o time queira mostrar o que vive ali dentro — não por obrigação, mas por identificação.
E é essa diferença que transforma um conteúdo em influência.
Porque ninguém engaja com empresas que só querem se promover. A gente engaja com marcas que mostram que têm gente ali dentro. Gente que pensa, brinca, compartilha, se orgulha. Gente que é real.
Por que essa comunicação funciona?
Esse tipo de comunicação traz resultados muito além do alcance ou número de curtidas. Ele gera:
- Aproximação com o público – ao humanizar a marca.
- Maior retenção de talentos – ao valorizar quem faz parte da equipe.
- Fortalecimento da cultura interna – ao transformar o dia a dia da empresa em algo que vale ser mostrado.
- Prova social poderosa – ao transformar colaboradores em defensores naturais da marca.
Mais do que gerar engajamento, esse modelo de conteúdo gera confiança. E confiança é o ativo mais valioso para uma marca hoje.
O conteúdo mais estratégico da sua empresa pode estar aí, no seu time
O case da CIMED mostra que não é preciso ser uma empresa “descolada” para investir nesse modelo. Basta entender que comunicação não é só o que você diz para fora, mas o que você constrói por dentro.
Começar pode ser mais simples do que parece: ouvir o time, abrir espaço para ideias, compartilhar os bastidores com mais frequência, testar novos formatos, valorizar quem contribui.
O conteúdo de verdade nasce desse lugar. E quando uma empresa entende isso, o impacto aparece dentro e fora das redes.
Marcus Tonin – Marketeiro Confesso
