Você já viu um vídeo com alguém de uniforme azul dançando no estoque, brincando no atendimento ou mostrando os bastidores de uma loja? A chance de ter sido da Gazin é alta. E talvez você nem tenha percebido que era uma ação da marca. Isso é sinal de que a estratégia está funcionando.
A Gazin, uma das maiores redes varejistas do Brasil, se tornou um fenômeno nas redes sociais por um motivo simples: deu visibilidade para quem faz o dia a dia da empresa acontecer. Os colaboradores assumiram a linha de frente da comunicação, criando conteúdo autêntico, divertido e conectado com a rotina real do trabalho.
Neste artigo, vamos analisar como a Gazin está usando o EGC (Employee Generated Content) para fortalecer a marca, engajar times e viralizar nas redes sem depender de influenciadores externos.
EGC: o que é e por que funciona
EGC é a sigla para Employee Generated Content, ou conteúdo gerado por colaboradores. Na prática, significa que são as próprias pessoas da empresa que produzem e compartilham vídeos, fotos e histórias sobre sua rotina de trabalho.
Esse tipo de conteúdo funciona porque é:
- Simples
- Verdadeiro
- Humano
Ao contrário das campanhas engessadas ou da contratação de influenciadores que não têm relação com a empresa, o EGC mostra o bastidor real, com quem entende do produto e vive a cultura da marca.
O TikTok é azul: a presença espontânea da Gazin nas redes
Basta procurar “Gazin” no TikTok ou Instagram pra entender a força da estratégia.
A maioria desses conteúdos não foi produzida por agências ou pela equipe de marketing. Foram criados por pessoas comuns, funcionários da Gazin mostrando seu dia a dia, adaptando trends, criando esquetes engraçadas e participando ativamente das conversas da internet.
E isso tudo sem forçação. Sem roteiro publicitário. Sem filtros demais. É essa naturalidade que gera conexão.
A cultura que vem de cima
Essa segurança para aparecer não acontece por acaso. Um dos fatores que fortalece a estratégia de EGC da Gazin é o exemplo da liderança.
Mário Gazin, fundador da empresa, sempre foi presente nas redes e conhecido por sua postura comunicativa. Quando a liderança mostra a cara, o time se sente mais à vontade para mostrar também.
Esse apoio não é sobre obrigar os colaboradores a postarem. Pelo contrário: é sobre oferecer espaço, incentivo e reconhecimento pra quem topa participar.
Como começar com EGC na sua empresa
A estratégia da Gazin mostra que você não precisa contratar influenciadores famosos para fazer sua marca aparecer. Talvez os maiores talentos já estejam dentro da sua equipe:
- Que conhece o produto melhor do que ninguém
- Que acredita no que faz
- Que tem vontade (e talento!) pra se comunicar
Quer começar? Aqui vão algumas ideias:
- Identifique quem tem vontade de aparecer Não force ninguém. Comece com quem já se sente à vontade.
- Ofereça espaço e apoio Combine momentos pra gravar, dê suporte com equipamentos se possível.
- Dê liberdade criativa Deixe que cada um encontre sua linguagem. O conteúdo vai ser melhor assim.
- Reforce que não é obrigação Mostrar o dia a dia pode ser parte da cultura, mas nunca deve virar cobrança.
- Valorize quem participa Destaque os vídeos, reconheça publicamente e crie um ambiente seguro pra criar.
EGC não é só sobre aparecer, é sobre pertencer
Quando os colaboradores da Gazin gravam um vídeo, não estão apenas divulgando a empresa. Estão mostrando que fazem parte dela, que têm orgulho do que vivem ali e que são reconhecidos.
E é isso que torna o conteúdo tão poderoso. Não é um comercial: é uma vivência compartilhada.
Se a comunicação interna está viva, o marketing agradece
O case da Gazin mostra que, quando a comunicação interna é bem cuidada e a cultura é praticada, ela naturalmente transborda para fora.
Colaboradores motivados e valorizados se tornam embaixadores reais da marca. E isso gera alcance, conexão e resultado.
Se você quer transformar seus colaboradores em influenciadores da cultura da sua marca, comece dando voz a quem já faz o show acontecer nos bastidores.
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